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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Soneto DEVIR Pedro A. Correa

     DEVIR

A primavera precede o verão,
Depois do estio vem o gostoso outono
Dos doces frutos, sazonal stação
De provimento ao rigoroso inverno.

A criança sonha ficar grande, adulta,
O jovem devaneia, tece planos,
O adulto esperançoso vai à luta,
O idoso chora tantos desenganos.

A criança e o jovem são botões e flores,
O adulto sofre no trabalho insano
Para que em velho, louve seus suores.

Assim a vida cumpre seu devir.
Do tempo a roda volta cada ano,
Mas nós apenas temos um florir.

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