PACorrea

domingo, 8 de janeiro de 2012

SONETO- GRIFE Pedro Antonio Correa

           “GRIFFE”

Às vezes eu fico a observar, da janela,
Pessoas na rua: mulheres, donzelas,
Rapazes, meninos, senhores já feitos
Trazendo letreiros nas costas, no peito.

Se fossem camisas doadas... enfim...
Mas, não. Muitos compram, pois acham que assim
Estão bem na moda, trajando letreiros
Que nem sabem ler quando em língua estrangeira.

E a moda deu azo a muita esperteza.
Anúncios de lojas circulam nas praças,
Pregões de políticos correm de graça.

Até as etiquetas são “griffes” vistosas
(Que, antes, discretas, se punham no avesso),
E agora das roupas redobram os preços.

PACorrêa

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